sábado, 27 de fevereiro de 2010

Capítulo II

Ainda em seu quarto Henrick assustado, procura entender o sonho que ele teve: uma floresta encantadora, uma lagarta que consegue comunicar com ele mentalmente e pior de tudo, foi perseguido por um “ser” que ele não consegue identificar.
Confuso, levanta da cama e vai até o banheiro escova os dentes e vai trocar de roupa. Enquanto pega suas roupas na gaveta e ouve uma voz o chamando, uma voz conhecida. Será de quem essa voz!? Henrick pensa que apenas imaginou a voz e continua se trocando, quando vai colocar o seu tênis, ouve novamente a voz, agora mais próxima, e então tem um calafrio.

- Não pode ser! - pensa em voz alta
- Claro que pode Henrick!
- El!? É você mesmo? – espantado
- Sim, sou eu mesmo, sou a Ellen!
- Mas isso é tudo muito estranho. Será que estou ficando maluco?! Você apenas participou do meu sonho na noite passada e hoje está aqui no meu quarto.
- Henrick, isso parece anormal não só para você, também está sendo surpresa pra mim.
- Mas El, e aquele ser que estava nos perseguindo?
- Não sei amigo, quando estávamos entre o precipício e o “ser” você simplesmente sumiu e me deixou cair no chão e quando acordei, aqui estava eu.
- Mas como isso é possível? Era apenas um sonho, como sempre tenho em todas as noites. Estou confuso e com medo.
- Medo por que Henrick?
- El, se você veio para o “meu” mundo, quer dizer que também o “ser” pode estar em qualquer lugar daqui!
- Será que isso é possível? – El parece espantada agora.
- Não sei nem mais o que pensar. Mas estou feliz em você estar aqui, parece que nos conhecemos há anos.
- Digo o mesmo de você Henrick. No “meu mundo” as coisas são um pouco diferentes.
- Como assim diferente, El!?
- Nós animais, temos um elo entre os humanos, mas faz tempo que não acontece.
- Um elo? O que isso quer dizer?
- Isso significa que eu e você estamos ligados a partir de agora, por isso consigo falar com você mentalmente.
- Nossa isso parece loucura!

Henrick parece atordoado, vê seu mundo virar de cabeça para baixo. Já não bastam todos os problemas da vida real, agora os dos sonhos também?
Tenho 16 anos, meu pai não me aceita como eu realmente sou, minha mãe apenas tolera. Será que se eu contar o meu sonho e disser que a lagarta dele está no meu quarto, eles vão acreditar? Ou vão pensar que eu estou maluco? – pensa Henrick.

Um comentário:

  1. por mim .. ele nao contaria aos pais.. nao ia dar em nada mesmo neh ...=/
    e fiquei aqui com medo do 'ser' ter vindo pro mundo dele tb ...

    AHAZOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
    amando td isso aqui ... muy lindo *-*

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