sexta-feira, 5 de março de 2010

Capitulo III

               Com os acontecimentos recentes Henrick, se isola mais ainda do mundo real. Praticamente não sai mais do quarto. Junto com El, eles tentam entender como foi possível ela sair direto do seu sonho e ir parar no quarto dele.
                Será que ela realmente existe? Ou é apenas uma fantasia de Henrick?
               
                Beth estranha o sumiço do filho e vai a busca dele no quarto.
                - Henrick, meu filho. Você está aí?
                Sem resposta, ela tenta abrir a porta, mas está trancada.
                - Filho, estou achando você estranho esses últimos dias. Podemos conversar?
                Henrick, surpreso com a atitude de sua mãe, esconde El numa caixinha e vai abrir a porta.
                - Oi mãe.
                - Oi filho, como você está?
                - Não é nada mãe. Só não estou muito disposto.
                - Está doente Henrick? – Beth parece preocupada.
                - Não mãe, só não quero falar sobre o assunto.
                - Filho, sabe que pode sempre contar comigo. - Henrick olha incrédulo para sua mãe.
Beth sempre tão fechada, quase nunca ouve as queixas de seu filho adotivo.
- Mãe, eu que te pergunto. Está acontecendo algo com a senhora?
- Comigo?! Não. Está tudo perfeito.
- Você nunca falou comigo dessa forma.
- Ah Henrick, sempre estou tão distante de você, que resolvi me aproximar mais.
- Hmmm, entendi. Mas estou bem, não precisa se preocupar.
- Você parece abatido filho.
- Não é nada mãe. Não tenho dormido direito esses dias, deve ser por isso.
- Quer conversar sobre? – diz Beth com um olhar amigável.
- Acho que essa conversa não vai ser muito legal mãe.
- Filho, você está me deixando preocupada!

Henrick engole a seco e começa a pensar se conta ou não sobre seus sonhos estranhos e sobre a sua nova amiga El, que certo dia saiu do seu sonho e apareceu no seu quarto.

El, que esta dentro da caixinha se comunica com Henrick.
- Amigo, confia na sua mãe, ela está sendo sincera desde que entrou por essa porta.
- El, estou com medo. E se ela achar que eu estou louco?
- Henrick, pára com um pouco de paranóia (risos). Nem tudo pode dar errado.

Henrick fica mais um tempo em silencio, com sua mãe ainda no quarto esperando ouvir alguma coisa, até que Henrick fala:

- Mãe, de certa forma as coisas que eu toco nos meus sonhos, aparecem no meu quarto quando eu acordo!

Beth, surpresa, olha para seu filho sem saber o que dizer.

Será que Beth acreditará nessa história? Será que ela vai dar credito a seu filho ou novamente irá julgá-lo como fez da outra vez? 

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