domingo, 21 de março de 2010

Capítulo V

Henrick acorda e repara que não está em seu quarto. Olha ao redor não tem nenhum tipo de coisa familiar. Estará em um lugar totalmente novo ou será o mundo de El?
Começa a andar sem rumo, apenas seguindo uma trilha já existente. Após uma longa caminhada Henrick percebe que tem alguém atrás de você, mas ao olhar não encontra nada. Henrick então começa a ficar com medo do que pode ser então anda mais rápido. Fica desesperado, pois não sabe onde está e também não sabe o que fazer numa situação dessas.
Anda sem rumo por horas e então percebe que está andando em círculos até que ele sai da trilha e anda no meio da floresta.
            Henrick procura por algo familiar nesse local, mas não consegue encontrar. Grita por El, mas não recebe retorno, então Henrick senta para descansar.

No mundo real, El tenta acordar Henrick que parece estar preso e apavorado em seu sonho, mas sem resultado, El logo desiste. A pequena Ellen se sente só e ameaçada em um mundo no qual não conhece ninguém e não sabe de nada. Resolve sair do quarto de Henrick e ao chegar perto de uma árvore, sente seu corpo formigando, parece que está pegando fogo por dentro, então El repara que está na hora de fazer sua crisálida, mas fica com medo, afinal não sabe se pode fazer isso nesse mundo que até poucos dias atrás não era seu.
Não tem outro jeito, ou El faz sua crisálida ou El morre.

Depois de um tempo, Henrick olha para sua frente e dá de cara com alguém, tem o sentimento de ser um déjà vu, então Henrick o encara. Quando Henrick realmente percebe de quem se trata ele fica perplexo
Percebe que está de volta a Terra Misteriosa depois de algum tempo, Henrick fica confuso por não ter encontrado com El, afinal esse mundo é dela.
O garoto então fica parado esperando uma reação do ‘ser’ que logo tenta se comunicar com o Henrick.
- Olá menino intruso, o que você faz por aqui?
- Você sabe falar? – Henrick diz assustado
- Há há há ... Você achou que era o único que sabe falar?
- Não é isso, mas você não tem nem forma definida.
- Não tenho forma? Claro que tenho só que você não pode me ver como realmente eu sou. Você me vê como um vulto preto coberto com uma capa preta.
- Mas por que isso?
- Por que eu não gosto de me mostrar como realmente eu sou. Ninguém me entende. Mesmo nessa terra, onde tudo vive em harmonia, eu sou um estranho.
- Nossa. – Diz Henrick – Poderia me dizer seu nome?
- Meu nome é Gabriel.
- Prazer, meu nome é Henrick.
Ficam em silencio. Gabriel anda na direção de Henrick, deixando-o nervoso, ao chegar perto de Henrick, o ‘ser’ vai tomando uma forma e Henrick fica surpreso com o que ele vê.
            Gabriel estende a mão para o Henrick a fim de selar uma amizade, prometendo não mais espionar Henrick. Henrick por sua vez fica confuso, sabe que se tocar nele poderá levá-lo para o mundo real.
            - Devo ou não tocá-lo? Devo ou não levá-lo para o mundo real, junto comigo e a El?– Pensa Henrick.
            E quando toma sua decisão, Henrick acorda novamente em seu quarto. Chama por El, para contar as novidades e não obtém resposta.
           
            

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