sábado, 27 de março de 2010

Capítulo VI

Ainda surpreso com tudo o que aconteceu no seu sonho, Henrick parece cada vez mais distanciar da vida real. Não sente mais vontade de fazer nada, só pensa em dormir para ver se vai novamente sonhar com a “terra misteriosa”.
Procurando por El, Henrick não a encontra e fica desesperado.
- O que será que aconteceu com a minha amiga? Não a encontrei no meu sonho e também não a encontro por aqui. – Pensa em voz alto, Henrick.
Elizabeth está passando próximo ao quarto do filho e olha pelo vão da porta.
- Ei filho, procurando algo?
- Sim mãe, estou procurando a El, não a vejo desde ontem a noite.
- Não se preocupe Henrick, ela deve ter saído para tomar um ar e comer algo, afinal ela é um animal.
- Mas mãe, ela não é desse mundo, lá pode ser perigoso – diz Henrick triste.
- Calma filho, iremos procurá-la juntos, mas depois que eu fizer um almoço especial para nossa família.
- Almoço especial? Perdi alguma coisa nos últimos dias que não sai do meu quarto?
- Espera até a hora do almoço que você descobrirá.
- Não gosto dessas suas surpresas mãe.
- Filho, é uma surpresa ótima.
- Tudo bem Sra. Elizabeth – risos.

Beth vai à cozinha e encontra seu marido.
- Amor, preciso conversar com você.
- Você parece preocupado, Will. O que está acontecendo?
- É algo muito importante Beth.
- Você está me assustando.
- Beth, preciso te contar um segredo, isso pode mudar nossas vidas.
Beth fica paralisada, sem saber o que fazer. Então Will a abraça e começa a contar.

Henrick ainda em seu quarto desiste de procurar por El ali. E desce para procurá-la no jardim. Enquanto ta descendo ouve seus pais conversando na cozinha e isso é raro ele ver. Curioso, Henrick chega mais perto para ouvir a conversa.
            - Fui grosso com você na última semana quando veio falar sobre nosso filho, Beth.
            - Depois de uma semana você vem falar isso? Poderia ter feito isso no mesmo instante, você não acha?
            - Estou me desculpando querida. Mas não era sobre isso que eu queria conversar.
            - O que é então?
            Henrick se mexe e deixar cair a chave no chão da sala fazendo com que seus pais venham ver o que está acontecendo.
            - É você Henrick, me assustou! – diz Will.
            - Desculpa, estou indo lá fora, no jardim.
- Ok filho.
- Acho melhor conversamos sobre isso quando estivermos sozinhos, Beth.
- O que é tão importante Will?
- Na hora certa você irá saber amor. Desculpe-me por não poder contar isso na presença de Henrick.

No jardim Henrick senta ao lado da árvore, onde logo percebe que ali ele se sente confortável. É o único lugar que ele percebe uma semelhança com seu mundo dos sonhos: ar puro, árvore, tranqüilidade. Admirando o jardim, que não tem muita coisa, Henrick percebe o quanto tempo ele ficou sem sair de casa. Já estava acabando as férias e logo terá que voltar a sua vida normal.

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