Uma semana se passou e Henrick vê a vida voltar a sua rotina: casa-escola-casa.Tudo voltará a ser como era antes, ou pelo menos isso acontece com a maioria das pessoas. Henrick se vê triste, por não saber onde sua melhor e mais nova amiga Ellen está. O almoço misterioso de sua mãe não aconteceu, porque seu pai teve que sair às pressas para seu trabalho de última hora e conseqüentemente, seus pais também ainda não tiveram sua tão importante conversa.
Henrick não tem seus sonhos também há uma semana, isso o deixou cabisbaixo. O que faz com que ele tenha esses sonhos? De onde surgiu isso?
A caminho da escola Henrick percebe o quão ele é solitário e também o quanto ele sente falta de alguém com quem possa compartilhar o que está sentindo, o que planeja para eu futuro. Não pode reclamar da vida que tem. Seus pais deram tudo de material que ele sempre pedia e às vezes até o que não pedia. Mas pode sim reclamar de uma coisa, sempre faltou amor em sua família, uma coisa que ele sente falta até hoje, com 16 anos.
Henrick acha capaz de que ninguém será capaz de completá-lo, que sempre estará faltando um pedaço vazio.
No primeiro dia de aula, nada de mais acontece, mesmos professores, mesmos colegas de classe e por aí vai. Sentiu falta de uns amigos que se mudaram, de ter a Ellen pra poder conversar durantes as aulas chatas.
Na volta pra casa, encontrou sua mãe ainda no portão.
- Oi mãe. O que está fazendo?
- Nada de mais filho, só arrumando um pouco nosso jardim.
- Posso ajudar?
- Só depois do nosso almoço. – risos.
Depois do almoço então, Henrick e sua mãe foram terminar de arrumar o jardim. Sua mãe encontra um casulo lindo no tronco da arvore. Logo espantada grita:
- Henrick, corre aqui meu filho.
- O que foi mãe?
- Sua amiga, El, está aqui. – diz esperançosa.
- Onde mãe?
- Aqui no tronco, está num casulo. Ou será numa crisálida?
- Como isso é possível? Este mundo não é o dela, será que ela sobreviverá?
- Só basta esperar meu filho.
- Pelo menos sabemos onde ela está mãe. – diz Henrick alegre em saber onde sua amiga está.
A tarde Henrick vai conversar sua mãe.
- Mãe, como está o papai? Faz dias que não o vejo aqui em casa.
- Seu pai está viajando meu querido. Está fora do país e não sei quando ele volta.
- Vocês se separaram?
- Não Henrick, nem brincando. Amo seu pai, apesar de todos os problemas que nós temos, ele é o homem da minha vida, estou certa disso.
- Como você sabe disso mãe?
- Ele foi o grande e único grande amor da minha vida. – diz emocionada.
- Que lindo isso Sra. Beth. – diz Henrick, sempre que quer brincar com sua mãe.
- Pode ir zombando da minha cara meu querido. Quando você sentir a mesma coisa por um... um... um menino. – diz Beth constrangida e fica quieta por um tempo – você saberá que será para sempre.
- Tenho medo disso, mãe. – diz Henrick serio.
- Medo por que?
- De bater com a cara no muro (risos).
- Isso é normal meu filho, mas sempre temos que pensar que com os nossos erros sempre aprendemos algo.
- Mãe, fico feliz em estarmos nos dando tão bem agora. Pensei que não seria assim.
- Mas por que Henrick? Você é meu filho, eu te escolhi. Não é isso que vai mudar o amor que eu senti por você quando o vi naquele berço chorando.
Então Henrick abraça sua mãe e começa a chorar.

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